Gerenciamento de Cores na Pré-Impressão

Fonte: Heidelberg
O principal motivo dessa presença constante é a exigência cada vez maior, por parte do cliente, que o trabalho impresso seja igual ao que foi aprovado. Esse é o objetivo do gerenciamento de cores: assegurar ao cliente que a prova de cor, aprovada por ele, seja reproduzida com fidelidade na impressão. Para a indústria gráfica, além da qualidade, o gerenciamento de cores feito de forma correta significa também corte nos custos de produção.
Nesta seção de AltaPerformance, dois instrutores da Heidelberg Print Media Academy – PMA , Sidney Zompero e Kesler Santos dão dicas ao profissional gráfico sobre esse assunto.

“Na impressão, chamamos de espaço de cor a quantidade de cores que podemos identificar. A quantidade que enxergarmos é muito maior do que as que podemos imprimir. Essas cores também variam de acordo com o tipo de tinta e papel utilizados”.
“Vamos concentrar nossa atenção nas cores que a impressão offset é capaz de fazer. Devemos levar em conta que, ao tirarmos uma fotografia digital, escanearmos a imagem ou imprimirmos em inkjet ou offset, obteremos diferentes resultados. Cada um desses processos produz espaços de cor diferentes”.
“O gerenciamento de cores é a combinação desses diferentes espaços, com o foco na impressão final. O que buscamos é antecipar o resultado do produto impresso, e para isso o monitor e a prova de cor precisam reproduzir com fidelidade uma simulação da impressão”.
Definindo parâmetros
O primeiro passo é estabelecer os critérios de controle do processo de impressão, definindo os parâmetros a serem controlados. Esses parâmetros são: tipo e qualidade da blanqueta, ajuste correto e preciso da solução de molha, tolerâncias para cor de tinta, ganho de ponto, contraste, gris, tipo de papel, manutenção do equipamento, etc.
Linearização de chapas
O segundo passo é a linearização das chapas, o que significa que a porcentagem dos pontos das chapas corresponde ao arquivo.
Testando as cores
O terceiro passo é conhecer os espaços de cor que a impressão offset e a prova de cor são capazes de reproduzir. Esses dados são coletados através da impressão de um testform. Este é um pré-requisito para que a máquina seja ajustada, e para verificarmos se os procedimentos da impressão estão de acordo com os critérios de padronização pré- estabelecidos. Assim que o test form for impresso, medimos as cores com um espectrofotômetro e um software de análise. O espectrofotômetro de leitura e o software de análise utilizados são fundamentais na qualidade dos resultados. A Heidelberg desenvolveu um software específico para este fim, chamado Prinect Color Editor. Nele, é possível analisar e comparar os resultados com os padrões de fábrica e as normas ISO.
Analisando o resultado
O simples fato de imprimir um test form dentro dos padrões estabelecidos não significa que o resultado será perfeito. Algumas vezes, identificamos a deficiência de um ou outro material utilizado no processo, sugerindo a troca ou o suporte do fornecedor de insumos ou até mesmo a manutenção da máquina. O mesmo acontece com a prova de cor. Sua calibração depende da impressão de um test form e a respectiva análise com o espectrofotômetro e software. No caso da prova, o papel utilizado é fundamental para o sucesso. Os sistemas de prova utilizam papéis especiais com superfície brilhante, semi-brilho ou fosco, e seu espaço de cor deve ser maior que o da impressão offset. A qualidade do papel pode mudar totalmente as cores obtidas. Os dados coletados no test form da impressora offset e da prova serão gravados em um formato de arquivo digital chamado ICC. Esse arquivo é utilizado nos softwares da pré-impressão para que as cores dos arquivos produzidos fiquem dentro do espaço de cor da offset, e para que a prova tenha uma referência exata das cores que ela tem que simular.
Manutenção
Para uma perfeita realização do processo, é necessária a manutenção periódica, pois precisamos saber se os padrões de cor mudaram com o passar do tempo.